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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O que define o sucesso de um projeto de ERP

Na implementação dos sistemas para gestão empresarial, a maioria das empresas erra na hora de criar um plano de contingência, direcionar expectativas e comunicar os projetos

Qualquer tipo de projeto que envolva sistemas corporativos contempla risco. Um levantamento – conduzido pela consultoria norte-americana Panorama Consulting Group – mostra que apenas 7% das implementações de ERP (sistema para gestão empresarial) têm chances de acontecer no tempo e prazo estimados inicialmente pelas organizações. Pior, em pouco mais de 50% dos casos os usuários utilizam e concordam com as aplicações.

Atento a essa realidade, me chamou a atenção um recente e-mail a respeito do sucesso da implementação de uma ferramenta de ERP na Au Bon Pain, rede de padarias norte-americana. No release para imprensa (texto de divulgação), a empresa falava dos benefícios de trocar os diversos sistemas anteriores, desenvolvidos internamente, por uma plataforma integrada.

No material, o CIO da Au Bon Pain, dizia: “Temos enfrentado uma redução das margens de lucro maior do que a de outras indústrias e queremos que as funcionalidades do ERP nos ajudem a ganhar vantagens competitivas.”

Eu não gostaria de sujar o bom nome da Au Bon Pain ou do CIO da empresa, mas existem muitos efeitos colaterais nesse tipo de projeto. Gostaria que Mockler ou sua equipe me descrevessem a implementação de forma mais completa e, inclusive, contassem as barreiras e os desafios de gerenciar esse tipo de iniciativa.

Mas como hoje as companhias definem o sucesso quando elas adotam um novo ERP ou fazem a atualização do sistema? Eu suponho que a maioria erra na hora de criar um plano de contingência, direcionar expectativas razoáveis e comunicar o projeto para toda a organização. E esses requisitos serão fundamentais para conseguir manter o prazo, o orçamento e os resultados.

Por outro lado, eu vejo que grande parte das empresas tem hoje um excesso de softwares instalados, bem como muitos usuários frustrados pela baixa performance das aplicações e com a falta de um retorno sobre investimentos. Isso só para falar de alguns problemas.

Graças a todos esses problemas comuns, os CFOs (executivos responsáveis pela área financeira) e CEOs (principais executivos das organizações) tendem a apresentar uma visão ambígua em relação aos sistemas de gestão empresarial: alguns nem podem ouvir falar sobre o assunto, enquanto outros se mostram extremamente otimistas.
O que tudo isso me ensina é que o sucesso do ERP, assim como a beleza, depende dos olhos de quem vê.

Thomas Wailgum é editor da CIO EUA

http://cio.uol.com.br/opiniao/2009/07/27/o-que-define-o-sucesso-de-um-projeto-de-erp/

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